O presidente do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), Brenno Barreto, e o diretor técnico da GN – Consultoria de Projetos e Meio Ambiente, Cássio Martins, assinam o contrato de eficiência energética com Inovação Tecnológica na filtragem de gases das cerâmicas vermelhas de Sergipe. A ação integra o Projeto “Eficiência Energética com Uso Sustentável dos Recursos Florestais em Cerâmicas de Sergipe”, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa e Sindicer/SE (Sindicato das Indústrias de Produtos Cerâmicos de Sergipe), e incorpora ao projeto a meta de \’Apoio para otimizar a eficiência energética com inovação tecnológica no processo de filtragem dos gases à base de calcário, para a indústria cerâmica\’.
A assinatura do contrato visa prestar serviços técnicos especializados no diagnóstico de cinco cerâmicas, na elaboração de projetos de Filtros Secos de gases à base de calcário, no apoio às instalações, na capacitação de ceramistas na operação do novo sistema e no apoio aos licenciamentos ambientais, com conclusão previsa para dezembro de 2019.
Para Brenno Barreto, presidente do SergipeTec, é papel do Parque Tecnológico fomentar as pesquisas, o desenvolvimento tecnológico e as inovações. “Esse novo passo representa uma nova oportunidade de continuarmos aplicando a tecnologia, fortalecendo e desenvolvendo o setor cerâmico do Estado, com o propósito de mitigar as questões ambientais da emissão de gases, reduzir custos e melhorar a eficiência energética. Tudo isso se soma à qualidade dos estudos desenvolvidos por uma equipe de especialistas de Engenharia Mecânica, Química e Ambiental, apoiados pelo Sindicer/SE”, ressalta.
Nessa etapa, o Coordenador do Projeto e gestor de Energia e Meio Ambiente do SergipeTec, Francisco Pedro Filho, destaca a inovação tecnológica. “O processo é inédito e, inclusive, foi reconhecido como ambientalmente inovador, merecendo o primeiro licenciamento ambiental pela Adema [Administração Estadual do Meio Ambiente]. Ele implementa duas grandes metas do projeto: eficiência energética, com redução de 20% no consumo de lenha na queima dos blocos cerâmicos; e produção mais limpa, pois o sistema que está sendo implementado não gera passivos ambientais de água ácida do processo de lavagem dos gases, nem lama tóxica e não danifica bombas d’água; além de economizar energia elétrica e reduzir custos para os ceramistas. Com o contrato assinado, cerâmicas de Umbaúba, Itabaianinha, Itabaiana e Propriá serão beneficiadas”, justifica.
O consultor ambiental, Cássio Martins, explica que esse é mais um passo em direção à reestruturação do setor em termos de redução de água, energia e cerca de 20% de matriz energética nas indústrias cerâmicas. “Ainda aliado ao crescente econômico, a inovação tecnológica do sistema filtrante a seco deixa transparente a visão de sustentabilidade, a qual o setor vem firmando no mercado, a exemplo do licenciamento ambiental de suas jazidas, monitoramento isocinético das chaminés e execução de práticas de segregação de resíduo, contribuindo para a sustentabilidade ambiental”, pontua.
